Dono da camisa 9 do Brasil no Mundial, o meia-atacante do Manchester United foi o autor dos dois primeiros gols da vitória brasileira por 3 a 0 contra o Haiti, a primeira da equipe nesta edição.
Nascido na Paraíba, o jogador é amigo do potiguar Ítalo Ferreira, campeão do Campeonato Mundial de Surf em 2019 (WSL) e primeiro campeão olímpico da modalidade, em 2021, em Tóquio. Por isso, festejou seus gols simulando os movimentos de um surfista. “Sou de João Pessoa e comecei a praticar surfe em Baía Formosa [no Rio Grade do Norte, terra de Ítalo]. O surfe virou a melhor parte da minha vida, uma forma de desopilar. Sou muito amigo do Ítalo. O surfe está introduzido na minha rotina, acho que passo tanto tempo acompanhando o surfe quanto o futebol”, disse o jogador.
Aos 27 anos, Matheus Cunha vive sua primeira experiência em Copas do Mundo. Em 2022, viveu a expectativa de ser convocado após participar do ciclo com o técnico Tite, mas não foi incluído na lista final. Desta vez, agarrou a sua vaga e, mesmo começando no banco no empate contra o Marrocos, manteve-se sempre motivado. “Depois de tudo o que passei, fiquei um pouco mais cascudo, mais maduro. Tento só viver o momento. O sonho de estar na Copa do Mundo traz um orgulho muito grande. Eu fiz de tudo para estar na Copa passada e não deu, mas, graças a Deus, fui abençoado para estar nessa agora. Fico feliz de poder ajudar, é tudo o que sempre sonhei”.
Na primeira rodada, Carlo Ancelotti escalou Igor Thiago, do Brentford, da Inglaterra, como titular. Para o segundo jogo, o treinador italiano mudou sua estratégia e apostou num atacante mais móvel, que joga entre as linhas, conectando o meio-campo e o ataque. Cunha, ciente de suas características, entende o que pode dar ao time.
(Foto FIFA)