O que seria motivo para comemoração, foi de tristeza.
Tanto que ele chorou muito, de tristeza, aqui no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O Brasil apenas diminuía a desvantagem. E perdeu para a Noruega por 2 a 1.
Desde 1990, a Seleção não fazia uma campanha tão fraca, caindo nas oitavas de final.
O tabu chega a 28 anos sem conquistas de Copa.
Ancelotti tem contrato até o final da Copa de 2030.
Mas o desgaste com o fracasso aqui nos Estados Unidos pode ter consequência. Não há a certeza de que ficará os quatro anos do ciclo que o italiano tanto sonhava.
A Noruega foi melhor no jogo. Teve o domínio do jogo, mais chutes a gol, menos falta. Com o time espaçado, com quatro atacantes, o trabalho norueguês acabou facilitado. O pênalti perdido por Bruno Guimarães teve impacto no jogo, sim. Mas o futebol da Seleção foi fraquíssimo e não havia garantia nenhuma de que venceria o jogo.
Ancelotti fez o que havia prometido e treinado. Colocou Martinelli no lugar de Paquetá, suspenso. O Brasil foi montado absolutamente ofensivo, com quatro atacantes. Mexeu no esquema tático. Tirou potencial de marcação, acreditando que Matheus Cunha poderia revezar com Martinelli na meia, enquanto Rayan e Vinicius Júnior mais abertos, tentando espalhar os zagueiros noruegueses.
A Noruega atuava no 4-1-4-1 preenchendo as intermediárias.
Os europeus começaram marcando forte a saída de bola brasileira. E logo aos quatro minutos, o VAR evitou que o Brasil saísse perdendo o jogo. Odegaard deu excelente passe para Sorloth, que marcou. Só que estava um passo à frente da zaga. Impedimento.
O Brasil permitia que a Noruega tivesse mais posse de bola. No primeiro tempo, estiveram no controle do jogo 64% do tempo.
Mas, quando a Seleção atacava, deixava escancarado o quanto é fraco o sistema defensivo norueguês.
Rayan, como fez contra o Haiti, roubou a bola no ataque, serviu Matheus Cunha, que foi derrubado pelo afobado Ajer.
Pênalti claro.
Bruno Guimarães foi para a cobrança. Deu paradinha, esperando que Nyland escolhesse um canto. O goleiro norueguês ficou parado e tirou toda a confiança do meio-campista, que bateu fraco, no canto esquerdo, facilitando a defesa.
E ardilosos, conseguiram marcar. Schjleuderup cruzou. E ele, Haaland, se antecipa a Gabriel Magalhães e cabeceia forte, estufando as redes de Alisson. 1 a 0, aos 34 minutos.
O gol foi um baque para o time brasileiro. A tensão na equipe era enorme. Não havia criatividade. Quase que o acaso interfere. Ajer desviou a bola e obrigou Nyand a uma excepcional defesa. O goleiro espalmou e a bola bateu na trave.
O que estava ruim ficaria pior,
Haaland dominou a bola na entrada da área. Ajeitou o corpo, como quis, e bateu forte, cruzado, sem chance para Alisson.
2 a 0, Noruega, aos 44 minutos.
O Brasil ainda descontou, com Neymar cobrando pênalti em Casemiro.
Na sua última partida com a camisa da Seleção, ele marcou o gol.
E depois chorou muito.
Não só pela eliminação. O quarto fracasso nas quatro Copas que disputou.
Porque sabe que seu ciclo na Seleção está terminado.
Da maneira que começou.
Colecionando derrotas nos jogos em que mais o Brasil precisou dele…
(Foto FIFA)