De acordo com o Ministério Público do Paraná, a dupla teria cometido abuso de autoridade para fins eleitorais. A denúncia contra os parlamentares foi apresentada em 11 de outubro pela 2ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba. Além de Tathiana Guzella e Tito Barichello, um agente de polícia judiciária também foi denunciado.
Segundo o MPPR, os denunciados se utilizaram de seus cargos e da condição de agentes públicos para realizarem uma diligência em uma residência no bairro Bacacheri. A operação, entretanto, não foi formalmente comunicada aos órgãos da Polícia Civil e não contou com equipe institucional ou apoio operacional.
“Os denunciados utilizaram um veículo particular equipado com sinalizador luminoso no painel e vestiram coletes balísticos com insígnias oficiais e distintivos da Polícia Civil do Paraná. Toda a ação foi acompanhada ao vivo por uma equipe de uma emissora de televisão e divulgada nos perfis pessoais dos denunciados em redes sociais. Nas publicações, a diligência foi associada à busca por um suspeito de mandar matar um advogado, finalidade diversa daquela que constava da ordem judicial, expedida por descumprimento de medida protetiva de urgência”, diz comunicado do Ministério Público.
Além do crime de abuso de autoridade, Tito Barichello e o agente de polícia judiciária também foram denunciados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que conduziu o inquérito policial que resultou no indiciamento dos três investigados e fundamentou a denúncia oferecida pelo Ministério Público.
“Na esfera administrativa, a PCPR não possui competência legal para instaurar procedimento disciplinar contra os envolvidos, em razão do afastamento das funções na instituição para o exercício de mandato eletivo ou por cessão a outros órgãos”, informou a corporação. Em nota enviada ao Portal Banda B, o deputado estadual e a vereadora da capital afirmaram que “confiam plenamente na Justiça e reafirmam seu compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições”.
Os parlamentares também alegaram que sua “defesa técnica se manifestará oportunamente nos autos, momento em que serão apresentados os esclarecimentos e elementos jurídicos necessários à demonstração da regularidade de suas condutas e ao esclarecimento integral dos fatos”.
(Foto Carlos Costa/CMC)