O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, afirmou que pretende manter uma relação institucional com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar das diferenças pessoais e ideológicas. Segundo ele, a prioridade será administrar o Estado e defender os interesses paranaenses em Brasília, sem transformar a relação com o governo federal em uma disputa política.
“A questão das diferenças pessoais ou ideológicas não muda o fato de o Paraná ser um Estado da Federação, que tem todos os direitos e prerrogativas no relacionamento com o governo federal. Da minha parte, a gente vai focar na administração do Estado e não na disputa política mais ampla, mas vamos continuar também defendendo o Paraná lá em Brasília”, afirmou nesta quarta-feira (28). Moro falou sobre a relação com o governo Lula durante encontro com a diretoria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), realizado no Campus da Indústria, em Curitiba. Na reunião, conduzida pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, que também é vice-governador eleito, Moro apresentou prioridades da futura gestão e destacou o papel da indústria no crescimento econômico do Estado.
O governador eleito afirmou que pretende fazer do Paraná um modelo diferente de Brasília, mas descartou a criação de barreiras ou antagonismos desnecessários com o governo federal. “Fico muito feliz que fomos bem-sucedidos (na eleição) e pretendemos cumprir todos aqueles compromissos que assumimos, buscando fazer do nosso Paraná, dentro desse universo do Brasil, um exemplo, um modelo de algo diferente de Brasília”, disse.
“Evidentemente, não com muros, não com qualquer espécie de antagonismo desnecessário com o governo federal, mas queremos seguir um caminho diferente, um caminho em que a gente acredita, que é o caminho da prosperidade, da liberdade, da modernização, de buscar transformar o Paraná num Estado mais competitivo”, completou.
Moro quer aproximação com bancada federal
Moro também defendeu uma relação mais próxima com a bancada de parlamentares paranaenses no Congresso Nacional. Segundo ele, o governo estadual deverá acompanhar os impactos econômicos e sociais das políticas aprovadas em Brasília para orientar os representantes do Estado, respeitando a autonomia de cada parlamentar. “Algo que sempre observei de maneira crítica nesse período que estive lá em Brasília (como senador) foi que nós não tínhamos uma orientação por parte do governo do Estado sobre o impacto social ou econômico que políticas aprovadas lá tinham no nosso Estado”, afirmou.
(Foto assessoria PL-PR)
Fonte: AN Notícias com Assessoria PL-PR