A campanha do presidente Lula acendeu sinal de alerta diante da possibilidade de Michelle Bolsonaro assumir protagonismo na disputa eleitoral. Integrantes do PT avaliam que a ex-primeira-dama se posicionou publicamente como possível candidata, antecipando-se a um cenário em que Flávio Bolsonaro eventualmente não entre na corrida presidencial, ao gravar o vídeo em que diz ter sido “humilhada” pelo enteado. A avaliação é de que, entre os nomes do campo bolsonarista, o PT prefere enfrentar Flávio. Michelle é vista como uma adversária potencialmente mais difícil, sobretudo por sua forte capilaridade junto ao eleitorado evangélico — segmento considerado estratégico e onde Lula ainda enfrenta resistência.
A possibilidade de substituição acendeu preocupação a apenas um mês das convenções partidárias. Também há dúvidas sobre a movimentação recente de Michelle. No entorno petista, há quem questione se o ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval para que ela ampliasse sua exposição política. A percepção entre interlocutores é de que o movimento pode ter ocorrido sem anuência explícita de Bolsonaro, já que dificilmente ele endossaria uma iniciativa que pudesse ser interpretada como um gesto de enfraquecimento das pretensões políticas dos próprios filhos.
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