A conta de luz vai ficar mais cara no Paraná a partir desta quarta-feira (24). O aumento é válido para as clientes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e foi aprovado nesta terça (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Agência explica que, para consumidores residenciais, o reajuste médio é de 20%. Para os consumidores cativos de baixa tensão (pequenos comércios, iluminação pública, pequenas propriedades rurais, entre outros), 19,85%, e para os de alta tensão (grandes empresas, hospitais, shoppings, indústrias, etc), 21,87%. Com isso, o efeito médio para o consumidor foi calculado em 20,51%, dependendo do consumo. “Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior. O
Em nota, a Copel destacou que o reajuste da tarifa é definido pela Aneel e disse que o cliente paranaense pagará, em média, em torno de R$ 0,76 por kilowatt (kW) em residências. Segundo a companhia, o maior impacto no reajuste é o custo do subsídio à geração distribuída (GD) através de placas fotovoltaicas. “Do total, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores, inclusive quem não possui sistema próprio de geração. Esse benefício aos usuários de geração solar está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada por todos os consumidores de energia elétrica. A conta, que financia políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pelos custos sobre as tarifas. Os incentivos subsidiam a geração distribuída, que engloba sistemas solares instalados em residências, comércios e indústrias. O impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o País”.
Revisão tarifária x reajuste tarifário
O aumento na conta de energia elétrica no Paraná a partir de junho de 2026 se deve à revisão tarifária periódica da Copel. O processo é realizado a cada cinco anos e, segundo a Aneel, define o custo eficiente da distribuição, as metas de qualidade e de perdas de energia e os componentes do chamado “Fator X” para o ciclo tarifário. Ou seja, reavalia os custos, investimentos e parâmetros operacionais das concessionárias para redefinir o nível das tarifas. O último reajuste do tipo ocorreu em 2021, com aumento de 9,8%. O processo se difere do reajuste tarifário anual, que é realizado todo ano, exceto quando é feita a revisão tarifária periódica. Neste caso, é considerado o índice de inflação, menos o Fator X. O último foi feito em junho de 2025 e subiu a conta em 2,02%. “Em ambos os casos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos”, diz a Aneel.
(Foto Arquivo AN )