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Dólar recua na primeira sessão de 2025 com ajustes e alta do petróleo

Dólar recua na primeira sessão de 2025 com ajustes e alta do petróleo

O dólar à vista fechou em baixa de 0,22%, a R$ 6,1651

 

Na B3, às 17h15, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a R$ 6,197 na venda.

No início do pregão, o dólar chegou a acumular ganhos ante o real, à medida que os investidores renovavam os receios com o cenário fiscal brasileiro e, ao mesmo tempo, reagiam à força da divisa dos EUA no exterior, que refletia novos dados da maior economia do mundo.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou que os pedidos de auxílio-desemprego tiveram uma queda inesperada na última semana, chegando a 211.000, de 220.000 anteriormente. Economistas consultados pela Reuters projetavam 222.000 pedidos.

O resultado forneceu um novo sinal de que o mercado de trabalho dos EUA, apesar de estar desacelerando gradualmente, continua resiliente, muito por conta dos baixos números de demissões, uma vez que os empregadores têm procurado manter os funcionários contratados após a pandemia da Covid-19.

Com isso, os agentes financeiros consolidaram as apostas de que o Federal Reserve reduzirá o ritmo de afrouxamento monetário neste ano, em meio a uma inflação ainda acima da meta de 2% e de uma economia sólida, com operadores colocando 89% de chance de que os juros fiquem inalterados na reunião de janeiro.

Juros elevados nos EUA mantêm os rendimentos dos Treasuries em patamares altos, o que favorece o dólar ao atrair investidores estrangeiros para o país.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,75%, a 109,340.

Investidores globais também estão se posicionando para o início do governo de Donald Trump nos EUA em 20 de janeiro, em que se espera a implementação de medidas consideradas inflacionárias, como cortes de impostos e imposição de tarifas, o que sustentaria, ou até fortaleceria, o cenário atual.

Na cena doméstica, o mercado continua demonstrando aversão ao risco, uma vez que ainda duvida do compromisso do governo em equilibrar as contas públicas, mesmo após o Congresso aprovar no fim do ano passado uma série de medidas de contenção de gastos propostas pelo Executivo.

Como reflexo desses fatores, o dólar atingiu a máxima da sessão, a R$ 6,2281 (+0,79%), às 9h38.

No início da tarde, no entanto, o dólar começou a devolver seus ganhos da sessão e passou a acumular perdas contra o real, em um movimento que veio na esteira de fatores internos e externos.

“Tem duas coisas que pegaram. Uma é a correção da moeda, por o dólar estar muito alto nas últimas sessões, e a outra foi a questão do petróleo”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

No último mês, o dólar disparou no Brasil devido aos receios fiscais dos investidores, particulamente na esteira do anúncio de um projeto de reforma do Imposto de Renda que ofuscou a apresentação das medidas de contenção dos gastos.

Somente em dezembro, o dólar saltou quase 3% ante a moeda brasileira, acumulando alta de 27,36% no ano, o que justamente permitiu, segundo Avallone, a realização de algumas correções em meio a uma sessão de baixa liquidez nesta quinta.

Outro fator para a queda da divisa norte-americana no Brasil foi o cenário externo favorável para moedas emergentes, uma vez que os preços do petróleo — produto importante para a pauta exportadora de muitos desses países — saltaram em torno de 2%.

Nesse ponto, os mercados pareciam mais otimistas quanto à recuperação econômica da China, maior importador de matérias primas do planeta, após o presidente do país, Xi Jinping, sinalizar novas medidas para impulsionar o crescimento.

Sob a influência desses elementos, o dólar atingiu a mínima do dia, a R$ 6,1515 (-0,45%), às 13h58, antes de recuperar algumas perdas.

Segundo analistas, no entanto, a perspectiva para a moeda brasileira no início do ano é negativa, devido tanto ao contínuo pessimismo pelo cenário fiscal quanto ao início do governo Trump, que traz a possibilidade de novas guerras comerciais.

“O governo continua na linha de falta de compromisso com os gastos e isso afeta a nossa moeda. A nossa perspectiva para esse início de ano não é boa. Até nós termos uma solução para a questão fiscal, vamos ter um real bem ruim”, apontou Avallone.

Na frente de dados, o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 24,314 bilhões de dólares em dezembro até dia 27, em movimento puxado pela via financeira, informou o BC nesta quinta-feira.

Mais cedo, a autarquia ainda vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão de rolagem do vencimento de 3 de fevereiro de 2025.

 

Fonte: AN Notícias com Terra

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