Num dia, Waldemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, diz que mulher “dá enguiço”. No outro, sai a notícia de que ele é investigado por suspeita de indicar emendas parlamentares mesmo não tendo mandato tem seus bens bloqueados a mando da Justiça. E aqui na terra dos pinheirais, os adversários do senador Sergio Moro, pré-candidato do PL ao governo estadual, já avaliam como melhor explorar escândalos do presidente do PL como esses a fim de atingir a campanha do ex-juiz da Lava Jato.
O caso da indicação irregular de emendas começou a ser publicado pelos portais noticiosos por volta do meio-dia desta sexta-feira (10). Menos de uma hora depois, as principais notícias já eram compartilhadas por meio de grupos de mensagens de aliados dos outros pré-candidatos ao governo do estado. Com potencial para se tornar um grande escândalo, o objetivo dos adversários é colar Waldemar a Moro. Segundo as notícias publicadas, Waldemar é suspeito de ter indicado 21 emendas num valor de R$119 milhões. Por isso, o ministro Flavio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou o bloqueio desse valor nas contas do presidente do PL.
A cobrança em cima de Moro será pelo de que e ex-juiz, que tem um contundente discurso contra a corrupção, está ao lado de nomes ligados diretamente ao núcleo decisório do seu partido e que são alvos de investigações de corrupção, caso de Waldemar. Sobre a declaração de Waldemar da Costa Neto, na quinta-feira, de que “mulher dá enguiço”, o pré-candidato ao governo estadual pelo PDT, Requião Filho, já fez um vídeo em que cobra uma manifestação de Moro. “Quero saber a opinião do Sergio Moro quando o assunto é machismo e desrespeito com as mulheres!”, cobrou Requião Filho. E a senadora Gleisi Hoffmann também tem explorado o assunto nas suas redes sociais.
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