A história foi escrita. Neste sábado, 23, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, o Brasil protagonizou um momento especialíssimo no 41º Mundial de Ginástica Rítmica. Pela primeira vez, o conjunto brasileiro conquistou uma medalha na competição, ficando com a prata na prova geral. Embaladas pela clássica canção Evidências durante a série, as atletas comandadas pela técnica Camila Ferezin somaram 55.250 e ficaram atrás somente do Japão, que anotou 55.550. A Espanha levou o bronze.
Ainda que o Brasil tenha liderado a classificação durante boa parte do dia, os torcedores seguiram completamente eufóricos e emocionados com o segundo lugar. “É prata! É prata! O Brasil é prata!”, cantavam. O conjunto brasileiro é composto por Sofia Madeira, Duda Arakaki, Nicole Pircio, Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves. No pódio, as atletas não contiveram as lágrimas e interagiram com o público. Neste domingo, 24, o dia também promete, já que o conjunto brasileiro buscará, novamente, um lugar no pódio. Dessa vez, nas finais mistas, com três arcos e duas bolas, e na simples, com cinco fitas.
Conquista inédita
Até a inédita prata, o melhor resultado do conjunto da Seleção Brasileira tinha sido no Mundial de 2022, em Sófia (Bulgária), quando as canarinhas alcançaram o quinto lugar. Entre 2005 e 2019, o Brasil oscilou entre a 11ª e a 26ª posição. Mas a ascensão do País no esporte começou em 2021, em Kitakyushu (Japão), quando o time ficou no Top 10 pela primeira vez, com a nona colocação. Na última edição, em Valência (Espanha), o Brasil terminou na sexta posição.
(Foto Ivan Carvalho/CBG)