O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (7) que deve levar o pedido de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao plenário do Supremo — mas após o segundo turno das eleições. O gabinete do ministro avalia que uma decisão antes da conclusão da corrida presidencial poderia ser considerada uma interferência nas eleições.
Nunes Marques é o relator de duas ações no STF protocoladas pela defesa de Bolsonaro. O magistrado quer julgar essa ação logo após o segundo turno das eleições presidenciais.
Ele informou, em nota divulgada à imprensa, que pretende também levar a discussão para o plenário da corte. O caso de Bolsonaro pode ser discutido de forma presencial, com a presença dos dez integrantes do Supremo, ou no plenário virtual, em que os votos são computados por escrito em um ambiente digital.
Reportagem de ontem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo mostrou que Kassio — ministro indicado por Bolsonaro em 2020 — avalia libertar Bolsonaro com uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é o de que o processo do ex-presidente seja analisado pelo plenário da Suprema Corte.
(Foto SFT)