A população paranaense é a que mais cresceu no Brasil ao longo do último século, ficando 17 vezes maior desde 1920. É o que revelam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram ainda que a capital paranaense, Curitiba, também registra um crescimento acima da média das capitais brasileiras. De acordo com os dados oficiais, extraídos do Censo demográfico do Brasil de 1920 e das estimativas populacionais do IBGE, há pouco mais de um século a população do Paraná somava 685.711 habitantes. Com isso, os paranaenses respondiam por 2,24% da população brasileira, que reunia 30,64 milhões de pessoas. Era apenas o 12º estado mais populoso da federação, numa época em que ainda nem haviam sido criadas localidades como Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá, Roraima, Acre e Rondônia. Já o Distrito Federal, que hoje corresponde à Brasília, na época ficava no Rio de Janeiro, que então sediava a capital da República.
Pouco mais de 100 anos depois, em 2025, a população paranaense já reunia 11,89 milhões de pessoas. Ou seja, o número de habitantes no estado ficou 17 vezes maior (com um crescimento de 1.634%) ao longo do último século. Nesse mesmo período, a população brasileira cresceu quase 7 vezes (+596,6%), chegando a 213,4 milhões. E entre as unidades da federação que existem atualmente e já existiam lá em 1920, o Paraná foi a que mais cresceu, logo a frente de Mato Grosso do Sul (+1.478,9%) e Goiás (+1.350,2%). Com isso, o estado deu um verdadeiro salto no ranking de estados mais populosos do país. Se era o 12º lugar em 1920, quando o estado reunia 2,24% da população brasileira, hoje o Paraná já reúne o quinto maior contingente populacional do país, com os paranaenses respondendo por 5,6% da população nacional. Apenas São Paulo (46 milhões de habitantes), Minas Gerais (21,4 milhões), Rio de Janeiro (17,2 milhões), e Bahia (14,9 milhões) reúnem mais gente em todo o país.
População curitibana ficou 23 vezes maior
Além do Paraná, o município de Curitiba também passou por transformações profundas e um crescimento expressivo ao longo do último século. E a prova disso é que a cidade ficou 23 vezes mais populosa entre 1920 e 2025, período no qual sua população cresceu impressionantes 2.218%. Sempre de acordo com o IBGE, há pouco mais de 100 anos a população curitibana reunia 78.986 pessoas. Na época, capitais como Porto Alegre (179.263), Belém (236.402), Recife (238.843), Salvador (283.422), São Paulo (579.033) e Rio de Janeiro (1.157.873) tinham mais habitantes que a capital do Paraná. Mais de um século depois, o cenário mudou por completo. Em 2025, a população curitibana chegou a 1.830.795 habitantes. Trata-se da sexta capital mais populosa do país, atrás apenas de Manaus (2.303.732), Belo Horizonte (2.415.872), Salvador (2.564.204), Fortaleza (2.578.483), Rio de Janeiro (6.730.729) e São Paulo (11.253.503).
Colégio fundado quando Capital tinha apenas 50 mil habitantes celebra 120 anos
O Colégio Sion está celebrando 120 anos em Curitiba. A instituição foi fundada em 1906, quando a cidade tinha pouco mais de 50 mil habitantes e ainda dava seus primeiros passos rumo à modernidade. Desde então, enquanto ruas foram abertas, bairros cresceram e a Capital se transformou, o colégio acompanhou cada capítulo dessa evolução, formando crianças, adolescentes e cidadãos que também ajudaram a construir a identidade curitibana. Agora, para marcar esse aniversário simbólico, a instituição lança o projeto “Memória Viva Sion”, uma iniciativa colaborativa que convida alunos, ex-alunos, famílias, professores e colaboradores a participarem da construção de uma grande linha do tempo coletiva. Mais do que reunir fotografias antigas, a proposta busca reconstruir épocas inteiras a partir das lembranças de quem viveu o cotidiano da escola: relatos, vídeos, frases, nomes de professores inesquecíveis, grupos de amigos, brincadeiras, festas, músicas, objetos e costumes capazes de transportar cada geração de volta ao seu tempo.
A ideia é criar um memorial vivo que ultrapasse os muros da escola e também ajude a preservar fragmentos da memória afetiva e cultural de Curitiba. “Mais do que reunir fotografias antigas, queremos reconstruir épocas, sentimentos e experiências vividas por diferentes gerações. Muitas pessoas passaram pelo Sion em momentos importantes da vida, e essas memórias ajudam também a contar fragmentos da história de Curitiba”, afirma Juliana Pedroso, uma das diretoras do Colégio Sion.
(Foto Franklin de Freitas)